Enfim, esta paixão pelos livros acabou com que eu escrevesse. E escrevi muito, sobre tudo. Nas viagens que fazia lá estava eu com uma agenda na mão, ou um caderno, uma caneta, ou um lápis, escrevendo. Até as algarobas lá de Quixeramobim não escaparam às minhas linhas.Mas, enfim, hoje resolvi desengavetar tudo e mostrar meus escritos. E então estou lançando os livros para apreciação do leitor. Vamos ver no que vai dar. Beijos!
Francilangela
Agora veremos o texto do professor de Literatura da UFCG/ Cajazeiras Carlos Gildemar Pontes, escritor e editor das Edições Acauã e da Revista Acauã.
REFLEXÕES SOBRE O LIVRO E SEU POVO
gilpoeta@yahoo.it
Acompanho as discussões do Fórum do Povo do Livro da Paraíba desde que nele me integrei. Às vezes, tenho a impressão que parece haver uma burocratização das ações do fórum, desacostumados que somos de andar sem as mãos do estado ou dos municípios. Temos objetivos comuns, mas motivações muito diferentes.
Os autores querem ser conhecidos e de quebra vender seus livros;
Os livreiros querem manter as livrarias, de preferência, vendendo os livros (material mais ordinário de se trabalhar);
Os editores querem editar mais autores, que querem ser mais conhecidos, para que os livreiros vendam suas obras e, por fim, os editores ganhem mais dinheiro;
O Estado e os município, estes, às vezes, têm boas intenções, procuram realizar eventos e organizar políticas, que esbarram na mais completa distensão com a realidade prática.
O povo não tem dinheiro para comprar livro; quando tem não compra porque não lê; quando lê não é levado a optar pela leitura porque simplesmente NÃO EXISTE interesse do poder que controla a indústria da imbecilização de oferecer alternativas ao povo que quer esse mundo menos imbecil. Conclusão simples: os gatos pingados da capital querem algo que está além de suas posses mais subjetivas. O problema está no sistema que se alimenta da estupidez do povo.
Como combater isto com fórunzinhos, eventozinhos, politicazinhas (ironia) e outras coisinhas insignificantes diante do poder estrondoso do capital da indústria cultural da estupidez?
É fácil promover evento e convidar os profissionais do livro, que na sua maioria têm que se desdobrar em outras profissões ou trabalhos extras para poder ter no livro algum tipo de prazer ou lucro ou os dois. Ninguém aqui é monge.
Alguém desse fórum já imaginou como devem ser estes problemas no interior do estado? Quem conhece a realidade de Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras, cidades que estão na linha da BR que liga o litoral ao extremo oeste do estado?
Quantas vezes eu ou os outros agentes dessas localidades (que não sejam ligados aos municípios, porque estes são paus mandados) foram consultados, digo consultados e convidados, para decidir em nome da categoria de “povo do livro do interior” as ações voltadas para todos? Somos quantos, afinal? Nós, aqui no sertão, temos problemas mais insolúveis, porque aqui temos os políticos mais atrasados do país, que por acaso são estas cavalgaduras que alimentam a indústria da estupidez. Na maioria são tão burros para a cultura geral e sapientíssimos para as falcatruas políticas. A lei nas cidades sertanejas é a do toma-lá-dá-cá. Se for adversário vai para o ostracismo, se for aliado ajuda a manter esta “excrescência quo” da nulidade cidadã.
Falar em LIVRO, LEITURA, LITERATURA, ARTE, de uma maneira geral, é falar de logarítimo e palíndromo para uma geração viciada em favores e facilidades que geram legiões de imbecis de toda ordem. Estes se alimentam do lixo cultural que os políticos dão em doses generosas nas festividades municipais, onde deveríamos estar refinando culturalmente o espírito, cultuando as raízes identitárias do povo e educando-lhes para que, no presente e no futuro próximos, possamos salvar esse mundo das misérias.
Caso essa realidade não mude vamos ter medo ou vergonha de falar em arte e leitura. Vamos nos obrigar a ficar em guetos com um punhado de desencantados. Isso se o tédio não matar um bocado de nós. Estamos nas vésperas do caos, e aí, dá para ficar esperando ele chegar? Ou dá para tomarmos atitudes radicais de combate à miséria da estupidez, que gera quase todas as outras misérias?
Carlos Gildemar Pontes
Escritor e editor das Edições Acauã e da Revista Acauã. Professor de Literatura da UFCG/ Cajazeiras.
Texto e criação do autor, ao utilizar este texto, por favor, não se esqueça de mencionar a autoria.
SORTEIO DO CLUBE DOS NOVOS AUTORES
SETEMBRO
16 LIVROS
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PREFÁCIO
Caros leitores,
Caneta na mão, versos no coração...
Sublime passagem deu-se os meus olhos ao ler tanto encantamento...
Agradeço, não apenas imensamente ao convite longínquo de Francilangela ao convidar-me a este passeio por sua ode tão bem escrita e articulada, sobretudo, emocionante foi a caminhada por dentro de este ser, que não apenas, mulher, mãe, fiel ao Criador; membro efetiva e solícita aos conflitos sociais com o amparo de suas letras... Dei-me de frente a mim, em tantas paisagens paradisíacas rabiscadas de modo simples e de encantamento lúdico.
Francilangela, poeta por natureza, diagnosticou assim, meu conceito tão vão, se comparado a grandeza que aqui encontro, postando-me aos pés da literatura, beijando-os como se cultuasse a presença viva de fragmentos salutares... Em cada palavra, o alimento... Ah, a poesia que me encanta a ponto de transpor-me para dentro de si, e torna-me a ela, um só ser... Assim vejo “Fran”, como gosto de chamá-la, misturando-se de modo homogêneo ao que escreve tão claramente, tornando-se impossível saber quem é Francilangela, e quem é a poesia.
Muito tenho lido; tão pouco encontrado como em “Caneta na mão, versos no coração...”, na poesia, “Sou o que sou, e nada mais”, cito página 52, chorei em silêncio; apenas sentindo a poetisa narrar sobre mim, bem como muitos, ao ler, irão se identificar com as palavras, uma a uma tão bem lapidada com pétalas suaves caindo ao chão; sentindo, e até ouvindo os seus movimentos, quando penso que era ao chão que caiam, engano-me brutalmente, Francilangela, arquitetou nesta poesia, que tais pétalas pousassem em meu âmago, e lá fizessem morada... Tive o desejo de roubar a letra, e dizer – “é minha; é minha; foi feita para mim”... “Tamanha o egoísmo de uma fã que a poesia de Francilangela, roubou assim, o coração”...
Mais adiante, em minha viagem transliteraria, tropecei em “Fuga”, página abençoada de número 53; desta vez, chorei, não em silêncio, mas querendo gritar, pois a poetisa decodificou meu ser, tal qual se faz com a surpresa de um doce que se prova pela primeira vez... Estava lá, eu no espelho criado por uma inspiração que sentinela... Senti os de Francilangela observando, não as pessoas, e sim, os sentimentos que elas trazem em si. O resultado, só conhecerá aquele que se der a oportunidade em abrir este dossiê com tal zelo como faz o amado ao tocar a sua amada, beijando-a suavemente debaixo da chuva em “Era tão bom amar-te”, cito página 85; o consolo na lembrança, na distância, que não separa sol e lua, entretanto, cura as dores, que as “Lágrimas”, página 44, não se esforçam ao cair, no eu interior de um poeta, que não cresceu, apenas aprendeu a criar os seus filhos e se apaixonar pela vida, e por tudo que nela existe – eis o retrato que consegui pintar da beleza rara deste dossiê que tem por nome” Caneta na mão, versos no coração”.
Assim termino este convite em prefaciar, sentindo o lapso poético dos sentimentos que dilaceram as palavras, fazendo-me sentir tal quanto as bailarinas descalças dançando no coração da poesia, entoando entre a melodia de cada verso aqui encontrado, o ser vivo existente na benção que é ser poeta.
Encantando,
Francilangela, a poetisa de um berço necessário.
Adriana Vargas de Aguiar.
Escritora, poetisa, advogada e coordenadora do blog “O clube dos novos autores”.
veja este livro à venda no site do Clube dos Autores:
Francilangela Clarindo
Publit
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O mar à janela
Uma criança, o mar e o sonho de conhecê-lo. Nada se concretiza. Só temos uma certeza na vida: a morte.
Poesia é... Sonhar, amar, lutar, viver! Poemar: A arte de ser feliz quer apresentar textos que façam sentir estes toques que o poema nos faz reviver a cada leitura. Posia e amor são fundamentais para a felicidade e ter os dois é sinônimo de ser feliz.
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Sim, você ama
Junto com a aquisição da leitura e escrita veio o amor à prática de ambos. Leio e escrevo desde a mais tenra idade. Amo cada letra, palavra, frase, oração, período, texto, livro que leio, escrevo, existe. Meus textos passeiam pelas páginas deste livro.
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Clube de Autores
"Caneta na mão, versos no coração" reúne diversos poemas sobre temas variados de muitas fases de minha vida. Textos inocentes de minha infância e calorosos da juventude. Amor, saúde, política, religião e família se misturam neste livro e mostram como somos diferentes sendo a mesma pessoa.
http://www.clubedeautores.com.br/book/72964--Caneta_na_mao_ versos_no_coracao
O mundo tem um número considerável de habitantes, aproximadamente sete bilhões de pessoas. Cada uma com seu jeito de ser, de falar, de brincar. Com uma vida, amigos, lar, família, trabalho, problemas, religião...
Reflexões: Meu jeito de ver o mundo
Enfim, somos sete bilhões de pessoas.
E eu, uma delas que, neste livro, exponho o que penso sobre alguns temas.
São as minhas reflexões, o meu jeito de ver o mundo.


