quarta-feira, 15 de maio de 2013

SAIBA COMO ATUAM AS EDITORAS GOLPISTAS:


Aproveitando o ensejo do bom resultado que teve as publicações da REAL DAS EDITORAS POR DEMANDA, quero também frisar sobre as editoras golpistas, que são muitas que aparecem sorrateiramente em busca de captura dos ingênuos clientes.

Desconfie dos serviços literários quando:
- A editora diz ser estrangeira e abrindo filial no Brasil;
- A editora não apresentar nenhum histórico referencial;
- A editora não ter site próprio;
- A editora ter somente página no Facebook;
- A editora fazer insistentes propostas editoriais, após o primeiro contato do
cliente;
- A editora propor lançamento editorial estrangeiro e outros projetos embrionários e prováveis;
- A editora propor pagamento à vista, com suposto desconto.


O que acontecerá quando você cair na arapuca dessa editora:
- A comunicação entre a editora e o cliente cairá instantaneamente;
- Se o cliente fizer contato, a editora alegará um monte de desculpas prontas, como viagens, agenda lotada e até problemas familiares;
- A promessa do livro ser levado para o exterior não será cumprida, é claro, e será alegado que houve problemas pessoais com o agente literário estrangeiro;
- Em muitas situações, serão entregues apenas 10% do lote dos livros. A editora alegará que o restante ficarão com eles para distribuição em livrarias, o que não acontece nem mesmo a impressão, tão pouco a distribuição;
- Enquanto você questiona com a editora, ela vai te "cozinhando" com mais promessas de vendas e projetos, e vai conseguindo mais clientes ingênuos que caem nas promessas porque veem a quantidades de títulos que a editora publica de seus lesados clientes;
- Se a casa cair para a editora, é muito simples. Ela desativa o site e desaparece temporariamente (“férias e estruturação comercial”, segundo a própria editora). Depois ela retorna com outro nome, novo site, novos serviços, mas o sistema de golpe será o mesmo.


O que você deve fazer ao presenciar ou se descobrir vítima do golpe:
- Reúna todas as provas e contatos e denuncie na Delegacia Virtual de sua cidade, para que a página da editora seja investigada;
- Se você foi lesado, faça um registro da queixa da editora e do responsável na
Delegacia mais próxima;
- Compartilhe as informações de denúncia na sua lista de e-mail. Não poste
abertamente em redes sociais, pois isso pode virar contra você, como crime de
difamação.


Não seja conivente dos erros alheios. Se você não denuncia, você também é cúmplice. Vamos lutar por um mundo literário mais honesto.
E nunca deixe de pesquisar o histórico de qualquer profissional ou empresa que se interessar em lhe prestar serviços literários.


Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em 30 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Doença literária pega?






Já ouviu falar sobre doença literária? 

Talvez ainda não aconteceu com você, mas basta dar uma voltinha pela internet que logo encontrará o tal mal ou vestígio destas aí: 

Bipolaridade literária - de repente você quer escrever algo, depois quer outro algo mais, digamos, aprimorado. Depois você apaga o que escreveu, e reescreve para ver onde precisa mudar. Você olha, e nada te agrada, então você se levanta pelo menos umas dez vezes com desculpa de ir tomar água ou um café, e volta totalmente reformulada para o mesmo texto, mudando, se duvidar, até o nome da personagem. 

Disritmia literária - Após o término da escrita de um livro que te envolveu da cabeça aos pés, você se deita e não consegue dormir. Quer comer e não desce, então, você chora à toa e passa a sonhar com os personagens. Hora ou outra se vê pensando neles como se existissem, e dá uma saudade nem se de quê, então, o corpo e a mente reage - um complexo de sintomas diversos e variáveis que se caracterizam por episódios periódicos e transitórios, capazes de alterar o estado da consciência, associar-se a alterações dos pensamentos que se movimentam como convulsões psicológicas, e transtornos do sentimento, das emoções, da conduta, ou tudo isso junto. 

Esquizofrenia literária - seus amigos, familiares, namorad(a)os, chefe, vizinhos, até seu cachorro - todos já perceberam que você de vez em quando anda pelos cantos, conversa sozinho e tem amigos imaginários. Certamente, eles não entendem quando numa mesa farta em pleno domingo, seu pensamento voa, e de repente, você acha a solução para aquele trecho do livro que estacionou a inspiração, então, você dá um grito, e diz - é isso mesmo! Poxa vida! Como não pensei nisso antes, obrigada Clarice!!! Ohhh!!! Então seus familiares te olham de forma esquisita, e você se levanta da mesa e corre para o computador, e começa a escrever e falar enquanto escreve, como se em algum minuto deste diálogo (monólogo) estranho, alguém lhe responderá. Na verdade, até respondem, sabe... Mas você é o único que escuta. 

Doenças causadas pelo oportunismo - Esta doença costuma contagiar pessoas desprovidas de autoestima, sorte, coragem e segurança. É comum vê-las debaixo de chapéus alheios que fazem sombras largas ou acompanhadas por pessoas que soam abundantemente para conseguir seu objetivo do dia. Elas não se entregarão facilmente, não conseguirão confessar seus pequenos pecados, haja vista, o tamanho de sua incapacidade de enxergar além do que seus olhos podem ver. Elas querem e precisam viver assim. É como a ameba que você retira de seu habitat, e a coloca em algum lugar limpo, forçando-a a tomar atitudes que antes não era possível pelo curso natural das coisas - morrerá com o antídoto que não se adequa sem maltratar sua natureza. 

As pragas literárias não são amigas de ninguém, no entanto, conseguem escrever sobre amizade; conseguem dizer eu te amo sem ao menos ter passado um mês olhando para sua cara no dia de sua pior TPM. 

Elas são boa praça, gentis, servis, visionárias, conseguem olhar para dentro do seu bolso e perceber o futuro ali, sem haver sequer alguma previsão de se ganhar uma moeda. Mas não se engane, são oportunistas - fazer-se-ão de amigas. Conhecem seu ponto fraco. Ouvem tudo que você tem a dizer, e depois usam isso para atingir na surdina. 

Literário que sofre do mal da vitimização - uma estratégia que colocaria Napoleão Bonaparte no chão. Ela chorará quando quer te convencer de que está sofrendo, e que seu único remédio é ver seu rosto corroendo-se na vontade de fazer algo para salvá-lo. E acredite... Ela te convencerá... Aliás, ela convencerá a você, ao seu amigo, todo o Youtube, Twitter e Facebook de que o mimimi é necessário para se chegar a algum lugar. 

As doenças literárias também se encontram naqueles que gostam daquilo que é do outro, que só sabem ver um único interesse no Universo  - o seu! Sim, o seu interesse é o maior, o melhor, o mais urgente. Então ele briga e faz chantagem primeiramente, se não der certo, te difamarão no Twitter, depois de gritar aos quintos ventos de todo o Planeta, passando a bolar planos mirabolantes. Quando vê que você, apesar de toda pressão psicológica, continua trabalhando, mantendo a serenidade, e ainda de quebra, se dando bem, ele irá se comportar como nas frases ridículas que inventam por aí - a mina pira - pois seu tempo para construir algo é ocupado exclusivamente para se distrair e gastar suas energias com os resultados de seu trabalho, e o quanto ela o odeia. Então, ele tenta uma, duas, três vezes te queimar nos sites de fofocas da vida. Se acabar a graça, inventarão contas usando seu nome, sua foto, postando como sua autoria, textos pornográficos, te dando nicks sugestivos. 

Por outro lado, as doenças literárias também estão naqueles que te cantam no facebook, tentando se vender para conseguir uma boquinha, afinal, você tem o que ele precisa, e o que ele tem, apesar de você não precisar, ele jura que lhe é útil, e que logo nas primeiras palavras lindas, fofas e cativantes, você o pedirá em casamento ou se declarará dizendo-se profundamente apaixonada por sua ingenuidade em pensar que é o único que faz isso. 

Pedras pra que te quero? Para jogar bem na cabeça de quem não consegue ver meu talento! Então a doencinha insiste, não deu certo, ela irá te xingar de todo nome, e sua mãe receberá qualquer denominação, menos a de santa. E você terá pesadelos infindáveis com o som das letras deixadas carinhosamente para você em seu email, inbox, etc - Eu sou o letra de ouro e você é um lixo! 

Por fim, temos os doencinhas que não podem ver livros. Sim, não existem os gastadores compulsivos, que não usam a metade do que consomem, mas querem ver tudo que compram ou ganham em seu armário? Pois é, é mais ou menos assim. Uma hora eles ganham, outra hora eles compram, mas ler mesmo, pra quê? Se precisam apenas para tirar foto e postar no facebook? Certamente vão te perseguir se ver seu nome na capa de algum livro, e te mandar mensagens de hora em hora (sempre a mesma que mandam para todo mundo). Daí você não responde, então... Eles te mandam pontos de interrogação (???) Seja no sábado, domingo, feriado, no dia que você acabou de postar que perdeu alguém que querido. Aí, de saco cheio, você responde e diz com todas as letras que não deseja tal parceria, então, passam-se dois dias, e seu inbox está lotado com a mesma mensagem, tudo de novo, como se ele tivesse problema de memória. E a terceira frase é assim - você poderia me mandar um livro para resenha? Porque a primeira ele dirá que seu livro que viu no site de outra editora (que não é a sua) é tentador. A segunda ele pedirá a parceria, e a terceira, tcham tcham tcham - o livro, claro! Mas cuidado hein... Tem muita gente séria por aí, que não confunde apoio com comércio, nem aptidão e gosto pela leitura com manias. Os verdadeiros amantes da literatura e incentivadores dos nacionais não pedirão seus livros aos montes, inventando projeto suspeito, vendendo seus livros para o sebo, pegando a grana, e depois, ainda sai pedindo caixinha para participar de outros eventos. 

Well, passando pelos corredores literários, você vê um monte de Aedes aegypti na cozinha, fazendo chocolate para a madrinha... Potti Potti, perna de pau (cara de pau) olho de vidro e nariz de pica-pau. - Já viu literários panelinhas? São os reis da fofoca privada. Você chegará num evento, e eles não olharão na sua cara, mesmo tendo cansado de olhar suas postagens durante o dia. Seu nome não sairá em lista de eventos que eles participam, desista! E não adianta puxar o saco, pois no mínimo, isso não significará quase nada. 

E por último - calma, logo surgirão novas espécies - os doencinhas que te perturbam, te incluindo nas conversas em grupo no inbox; gente que você nunca conversou, de repente, estão lá, aproveitando a oportunidade para fazer isso de uma vez só - você e mais 40, 50, 60... É preciso vender o peixe uai! E não é na padaria, e sim, na peixaria mesmo. Nesta classe estão os que te marcam em postagens que eles juram que acreditam que você é obrigado a ler, comentar, elogiar. Em datas festivas, desista! Saia do facebook, vá lê jornal, revista TV, porque o assunto será bem menos hipócrita. A puxação de saco é até divertida para quem não esquenta a cabeça em ver a todo o momento, alguém comentando algo que o facebook diz - fulando comentou uma foto sua, huaaa, sem ser sua, mas alguém acha que é bacana ter seu nome lá. 



Bem, chega! Eu hein?! 




quarta-feira, 8 de maio de 2013

A REAL DAS EDITORAS/IMPRESSORAS POR DEMANDA (PARTE III- FINAL)


Anualmente as editoras em geral publicam e distribuem uma média de mais de 60 mil títulos por ano no Brasil, sejam eles nacionais como internacionais (traduzidos e adaptados). De certa forma, isso tudo enche os olhos das editoras menores e das editoras por demanda, sempre buscando uma alternativa para angariar mais escritores, que também ficam atraídos com a ilusão de que o mercado está amplo e bem aceito para a literatura. Hoje temos mais editoras do que livrarias. Muita coisa também é comercializada pela internet. Só que as editoras por demanda não estão empenhadas em se aventurarem na disputa comercial literária e sim fazer com que os seus clientes façam isso por elas.

Não se iluda com as editoras grandes. Elas te pagariam muito pouco (no máximo 5% da venda) e também ofuscariam o seu espaço perante os outros escritores da casa. Não se iluda também com as livrarias porque elas te descontariam mais da metade de cada venda do seu lote. É uma forma de divulgação? Sim, mas entre uma novidade e um livro já conhecido, a novidade é bem menos procurada.
Não acredite que a editora por demanda irá te ajudar a vender a obra. Divulgar na página até mesmo um blogueiro pode fazer (e de graça!). A editora por demanda publica para mostrar aos clientes em potenciais que podem prestar o serviço para eles também.
Vocês sabiam que muitas dessas editoras por demanda foram criadas por ex-funcionários? Após conferir de perto o caminho das pedras, eles simplesmente pulam de árvore e oferecem outro galho. Eles querem mostrar que o mercado editorial é muito arriscado, complicado, difícil e assim, tentam nos propor um enfadonho serviço burocrático por um valor que você economizaria muito mais, se simplesmente se empenhasse mais em aprender.

As dicas literárias mais preciosas as editoras por demanda não compartilham, exatamente porque isso lhe tornaria muito mais esperto. Participe de eventos literários, sejam presenciais ou virtuais. Isso é uma forma de divulgar sua biografia e conhecer mais artistas.
Para onde for, leve sempre dois ou três exemplares do seu livro na bolsa ou mochila. Você sempre terá uma oportunidade de mostrá-los e até mesmo vendê-los para alguém. Nunca deixe passar a oportunidade de falar que você é um escritor profissional. Nas associações e sindicatos literários e academias de letras em que você for filiado, sempre mantenha contato, participação e seja sempre assíduo. Deixe o seu rastro biográfico por onde passar.
Não seja preguiçoso e tenha o hábito constante de escrever muito, em várias horas e momentos do dia.
Somente se envolva em um projeto pessoal literário, se você realmente tem ideia de onde quer chegar com isso. Da mesma forma, não caia em proposta de "projeto embrionário" e "parceria indefinida e ilusória" de pseudo-profissionais. Projeto Cultural Literário tem que ter registro e aprovação no Ministério da Cultura para estar definido e autorizado para captação de recurso e patrocínio.
Não se esqueça que você é maior do que as editoras por demanda que você contrata para publicarem as suas obras. Não trabalhe de graça.
Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em 30 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Entrando na caverna

Por Anna Leão




Entrarmos em nossa própria caverna periodicamente é de vital importância.Nossa caverna é o nosso refúgio e também o nosso interior mais profundo.Lá é o local do autoconhecimento. É ali que nos encontramos com nós mesmos, nossas particularidades, nossa identidade, nossa ancestralidade, nossa autenticidade. Ninguém pode ser autêntico se não está em contato com sua própria caverna, com o seu íntimo.

Aquele livro "Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus", afirma a necessidade dos homens de entrarem na caverna. Mas um livro escrito totalmente dentro da ótica patriarcal e mundana não percebe que as mulheres também têm esta mesma necessidade
de estarem em suas próprias cavernas ,ao meu ver, uma necessidade muito maior.

Aliás este tipo de literatura está sempre colocando a mulher como uma chata e o homem como um ser livre. Sem a noção de como também é vital para a mulher a liberdade. Talvez a liberdade almejada pelo homem seja a de ir e vir. Já a da mulher, é a liberdade de ser, e com esta, ela poderá escolher ir ou ficar, fazer ou não fazer.

Mas a mulher que não mantém um contato permanente com a sua caverna não percebe esta necessidade de ser livre, pois não atinge o seu íntimo e fica a mercê do que o externo dita para ela como comportamento normal a ser seguido.

A mulher já é a própria caverna, mais uma razão para um contato íntimo com este lugar sagrado, repleto de mistérios, de sentimentos profundos e descobertas.

Mergulhando em nossa própria caverna, tanto mulher quanto homem, acharão tesouros perdidos, assim como traumas escondidos, mas que precisam ser reconhecidos, para serem curados.

Dentro de nossa própria caverna saberemos realmente no que acreditamos, o que queremos, quem somos. Saberemos como agir, como nos colocar, como nos fazer ouvir. Saberemos ocupar com dignidade nosso lugar no mundo.

Mergulhar de tempos em tempos no interior de nossas cavernas nos coloca em contato com nosso lado mais visceral, selvagem, natural. Isto é vital, pois somos seres naturais.

Como ir para a sua caverna? AH! Existem muitos caminhos, muitos transportes também. Só você vai poder saber. Talvez alguns momentos por dia de reflexão já seja o suficiente, ou a ajuda de um bom livro que o faça mergulhar em você mesmo...

O importante é que depois do primeiro contato com sua caverna, você a visite regularmente. E a cada visita explore-a mais, pois sempre há coisas novas que não foram vistas antes.

Também é nas sua caverna que você percebe o que não te pertence, o que não faz parte de você, o que é dos outros e não seu. Você então, transmuta todos esses resíduos tóxicos que te contaminam e te aprisionam.

O contato com sua caverna vai te dar força para você ser você mesmo nas situações mais difíceis. Ser você sempre! E você perceberá que não existe satisfação maior, prazer melhor, do que ser você mesmo, mesmo que para isto tenha que caminhar, sozinho, sozinho não, pois você está preenchido com seu próprio Ser. E com certeza encontrará outros na mesma sintonia!

Anna Leão.

Texto e criação do autor, ao utilizar este texto, por favor, não se esqueça de mencionar a autoria.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A REAL DAS EDITORAS/IMPRESSORAS POR DEMANDA (PARTE II)


No tópico anterior, aprendemos sobre as editoras por demanda sob a ótica delas. Os serviços prestados pelas mesmas são excelentes, porém tem um custo que não é barato. Iremos aprender como não sair como paspalho ao comparar os seus serviços.
Existem editoras por demanda que são iguais o Mc Donalds: te tratam bem até você pagar o sanduíche. Já vi situações em que o cliente pagou à vista, com desconto de 10% (na verdade, o serviço era mais caro e a proposta do desconto foi pegadinha comercial) e depois ficou a mercê do tempo deles, onde atrasavam uma série de serviços, como revisão, diagramação, entre outras coisas. Imagine o prejuízo se o autor já programou o lançamento? Portanto seja esperto e além do contrato, tenha mais controle da situação, parcelando o valor no cartão de crédito.
Desta forma, você pode ter mais controle da situação; não deixe que te dominem com atrasos de serviços. Parcele no cartão de crédito e assim, prestadora e cliente estarão de igual para igual.

Todo escritor também é revisor, porque ele lê e escreve muito. Depois de terminar o seu livro, revise, no mínimo duas vezes. Use revisor do Word e não acredite que precise pagar pela revisão e nem aceite. O seu livro pode voltar com erros e distorções na linguagem, simplesmente porque o revisor somente corrigiu palavras, sem se importar com a linguagem da obra e intenção da linguagem dos personagens.
Aprenda a diagramar o seu livro no Adobe, ou outro programa de diagramação. Muitas editoras por demanda pedem para que envie a sua obra editada no Word com lauda 12 e em formato A4 (para assim poder incluir a taxa do serviço de diagramação). Portanto envie, ressaltando que a sua obra já está revisada e diagramada.
Aprenda a usar o Corel Draw, Photoshop ou então pague um amigo para que faça a sua capa. Você pode negociar várias capas de uma vez com uma pechincha. Registrar sua obra (no Escritório de Direitos Autorais) e fazer solicitação de ISBN (na Biblioteca Nacional), Código de Barras (serviço terceirizado) e ficha catalográfica (na Câmara Brasileira do Livro) não são serviços caros e podem ser feitos pelo Correio e internet. Você pode simplesmente realizar toda a construção do livro e apenas contratar o serviço de impressão por demanda somente para imprimí-los em quantidades menores.
Pesquise antes o custo dos serviços de impressão. Se for em sua região, melhor ainda. Fazendo minhas pesquisas, descobri duas gráficas, que inclusive, prestavam serviços para editoras por demanda. Curioso, não? Por que então você mesmo não se tornar o seu próprio editor por demanda?

Ao encontrar uma editora/gráfica, cujo preço de custo do livro fique em conta (o
custo é calculado pelo número de páginas. Um livro 14x21 cm de até 100 páginas com capa colorida (Supremo 250g) com orelhas (7 cm) e miolo preto e branco (offset 75g) fica em média entre R$ 9 e R$ 12 por unidade. Negocie uma quantidade razoável, que lhe permita (no mínimo) ter o valor do investimento de volta. Cinquenta cópias é o essencial. Leve a metade para vender no lançamento e use a outra metade (com o restante dos livros que não vendeu no evento) para anunciar no seu blog.
Não espere sentado pelas vendas no site da editora por demanda. Movimente você mesmo suas vendas, colocando promoções, marcadores inclusos, além de sorteios periódicos (pelo menos um por mês).
Dos cinquentas livros, você vendendo a metade, você já terá o investimento de
volta! O resto é lucro, que você pode destinar para a encomenda de mais exemplares, ou então para o investimento de novos títulos. Um escritor precisa ter novidades e manter o seu pequeno público interessado em acompanhá-lo.
As editoras por demanda querem que você venda por elas. Então saiba dosar da melhor forma, contratando apenas os serviços que lhe interessam. Vocês dois trabalharão de forma justa, honesta e sem ilusões e falsas expectativas.

Piada básica: Um cidadão encontra o seu amigo que havia se tornado escritor:
- Como vai, meu amigo? Como está sua carreira literária? Vendendo muitos livros?
- Vou bem! Já vendi quase tudo.
- É mesmo? Quase tudo?
- Isso mesmo! Já vendi, o carro, a moto, o computador... quase tudo.


Aguardem a continuação...

Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em 30 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

A REAL DAS EDITORAS/IMPRESSORAS POR DEMANDA (PARTE I)




Hoje em dia está cada vez mais fácil de realizar o seu sonho de ter o seu livro
publicado. A questão de obter o reconhecimento e prestígio é completamente
diferente, mas o primeiro passo é garantido. Tudo dependerá da sua disposição e força de vontade.
Há pelo menos, quinze anos, tínhamos somente as arrogantes e sisudas editoras convencionais como alternativa e os correios como elo de comunicação com as mesmas. Ter um livro selecionado por uma deles era algo até surreal e digno de respeito por todos os críticos literários.
Com o surgimento da internet e o advento da blogosfera, muitos escritores bons e ruins foram se reconhecendo pelo mundo virtual. Uns se especializaram e outros não. Alguns querem desbravar o mercado editorial sem ter nenhuma noção do que estão fazendo. É como um índio entrar em uma zona de guerra militar e se acomodar numa trincheira com arcos e flechas.
Um escritor que quer permanecer centrado em sua carreira literária precisa
identificar os dois lados da situação. As editoras grandes não querem dar espaço para novos autores e dificilmente se interessará em publicar algo de um "anônimo literário". Daí a única alternativa que lhe resta são as práticas e tendenciosas EDITORAS POR DEMANDA.

Nos últimos anos as editoras por demanda cresceram assustadoramente pela internet. Elas simplesmente "brotaram" pelos links publicitários em blogs e sites, oferecendo os seus serviços gráficos. A minha intenção não é denegrir o trabalho delas (afinal, o meu livro também é publicado por uma delas, cujo serviço prestado é excelente), mas abrir os olhos do escritor que crê piamente em seus serviços como a solução de seus problemas culturais literários.
Fiz um levantamento pela internet e encontrei mais de 100 links com a famosa
descrição "Publique seu Livro". A maioria delas são gráficas que se transformaram em editoras por demanda, com uma ou duas pessoas responsáveis pela arte gráfica e monitoração do site de venda para os autores. Há até um pequeno escritório apresentável (para as situações de recepção do cliente que seja da mesma região), mas a maioria dos contratos são feitos on line. Logo atrás, funciona a gráfica.Talvez muitos escritores não saibam, mas as editoras por demanda são apenas prestadoras de serviço. Elas não irão investir um só centavo em sua obra e te farão pagar tudo, agregado em seus "pacotes": ISBN, ficha catalográfica, código de barras, revisão, diagramação, arte da capa, acabamento e impressão. Algumas até ironizam com "10 exemplares de CORTESIA para o autor".
No final de tudo, o custo da venda do livro ficará caro demais e dificilmente você conseguiria vender através do site deles. Isso porque eles não irão abater nada de suas tiragens e é uma forma subliminar deles tentarem te ajudar, porém tirando o corpo fora. Daí o autor acaba sendo induzido a ter que comprar um lote e vender por conta própria (com desconto de seu direito autoral e de grandes quantidades, no caso de lote), para que o seu lucro seja razoável. Para eles é ótimo, afinal eles são gráficas também. O autor fica com uma expectativa e acaba gastando em média, mais de R$ 5 mil reais e recebendo uma pilha de livros, a qual precisa vender e se livrar urgentemente, para que o volume inútil não ocupe mais espaço e nem crie traças. A despesa e o problema serão sempre totalmente do autor.

Outra coisa que os escritores/clientes precisam saber é que não existe nenhum
departamento de publicidade ou marketing especial para as vendas de seus livros e de outros clientes na internet. Tão pouco eles se empenharão em distribuir em "parceria" com distribuidoras e livrarias. Para que essas editoras irão se empenhar para vender os seus livros, se podem fazer você comprar os seus próprios livros para vender? O site de vendas é somente para mostrar a lista de publicações e servir de chamariz para os novos clientes-autores. Quanto mais títulos (sejam bons ou ruins) apresentados no site, mais clientes aparecerão e mais vendas de lotes farão junto com os serviços.   
Nas editoras por demanda, são os autores que pagarão para promovê-las. Elas estão apenas emprestando o seu selo editorial para que você fique rotulado como escritor.
Charada básica: Sabem como um escritor frustrado se suicida? Pulando de cima do seu estoque!


Aguardem a continuação...


Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em 30 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.



sexta-feira, 19 de abril de 2013

Cuidar e Proteger





Cuidarei de você, desde seu primeiro suspiro até o quanto eu viver. Protegerei você de tudo o que eu puder! Todos os males contra os quais eu puder lutar, desembainharei minha espada e te defenderei. Por você, serei guerreira, até mais do que costumo ser para mim mesma. Amarei você para sempre, mesmo quando você duvidar de minha sabedoria e me desafiar. Ajudarei você a testar seus limites, acalentarei seu sono e limparei suas lágrimas. Deixarei com que você aprenda com seus erros, mas estarei cercando os espinhos da vida com algodão para que seu tombo não te machuque demais. Farei tudo do possível e mais que possível para te cuidar e te proteger... por que eu amo você!



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Texto e criação do autor, ao utilizar este texto, por favor, não se esqueça de mencionar a autoria.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O Incansável Trabalho de um Blogueiro


Semana passada eu falei da relação ideal entre o escritor e o blogueiro, ressaltando os altos e baixos (e adorei a repercussão). Tenho notado as atividades de muitos blogueiros, assim como também tenho recebido propostas de parcerias de alguns deles. Muitos dos que eu fui fazendo contato, acabou se transformando em uma boa amizade, a qual preservo através de contatos e conversas eventuais por e-mails, chat e rede social. Também tenho percebido métodos um tanto quanto incisivos da parte de alguns deles para firmar parcerias.
Um blogueiro precisa saber que o seu ofício não é rentável e até conseguir isso, se passa por uma grande fase. A credibilidade vai crescendo e se firmando aos poucos, até conseguir muita visualização e popularidade, no que resultaria em um possível patrocínio e até site de venda de livros e brindes.
Há blogueiros que estão simplesmente cobrando pelos seus serviços, isto é, exigindo um exemplar do livro em troca de qualquer tipo de postagem sobre o mesmo. Quando eu contra-argumento oferecendo book tour, muitos simplesmente nem respondem o e-mail.
Deu a entender que se importam mais em terem uma fileira de livros com dedicatória na estante.
Como blogueiro (administro, participo e colaboro em 11 páginas) meu conselho é nunca exigir exemplar a ninguém em troca de qualquer tipo de divulgação. Se você ganhou um livro e não gostou muito da leitura (o que é muito comum), não faça uma crítica que denigra o livro. Talvez o seu gênero literário não seja esse. Quem lê "O Senhor dos Anéis" não pode criticar "Crepúsculo". As duas linhas literárias são extremamente diferentes e não merecem nenhum tipo de comparação. Isso só iria demonstrar ignorância e despeito do resenhista. E NUNCA coloque um livro presenteado à venda. Se você não faz questão de manter guardado um presente com dedicatória, doe para alguma biblioteca ou amigo que se identifique com a leitura da obra.
Como escritor (sou filiado em 28 academias de letras, sindicatos e associações literárias) meu conselho é nunca sair distribuindo livros para quem você mal  conhece. A não ser que você seja o dono da editora, ou sócio da gráfica, ou não tiver senso de despesas, saiba que livros custam dinheiro e você precisa demonstrar o custo e valor que eles representam para você. Levem um livro (ou dois) em sua bolsa/mochila e mostre a alguém sempre que aparecer oportunidade. Sabe aquelas conversas de fila de banco e de ônibus? Eu já consegui falar e até vender livro desta forma. Quanto a doação, se um leitor representar pelo menos 5 leitores adjacentes (um professor, um chefe, ou qualquer outra pessoa popular), aí sim disponibilize o livro. Organize book tours (5 blogueiros por livro) e monitore quem fez resenha para fazer uma boa reciclagem para o próximo livro.
Se você está escrevendo livro pensando em ganhar muito dinheiro, então vá trabalhar em uma livraria (assim você ganha dinheiro vendendo os livros dos outros). E se você é blogueiro pensando em ganhar livros de cortesia, então vai trabalhar na livraria junto com esse pseudo-escritor (assim, você ganharia exemplares para lotar sua estante). O sucesso é a consequência de um trabalho paciente, honesto e perseverante.
Um grande abraço a todos os blogueiros e parabéns pelo bom gosto e amor à Literatura!


Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em 28 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Poemas aos Amigos - Francilangela Clarindo

Poemas aos Amigos Aos meus amigos eu escreveria poemas. Um poema para cada um. Cada texto conteria um quê da pessoa almejada. Cada palavra traduziria a alma, o jeito, a essência do escolhido. Faria isto. Com muito prazer. Como um presente. Gradativamente, polidamente, pensando em cada ser do início ao fim. É meu jeito de amar. É minha forma de agradecer por ter aquela amizade. Meus amigos são muito especiais. Cada um, da sua forma individual, tem grande importância em minha vida. São meus amigos. São parte de mim. Francilangela Clarindo francilangelaclarindo.wordpress.com Aos meus amigos eu escreveria poemas. Um poema para cada um. Cada texto conteria um quê da pessoa almejada. Cada palavra traduziria a alma, o jeito, a essência do escolhido. Faria isto. Com muito prazer. Como um presente. Gradativamente, polidamente, pensando em cada ser do início ao fim. É meu jeito de amar. É minha forma de agradecer por ter aquela amizade. Meus amigos são muito especiais. Cada um, da sua forma individual, tem grande importância em minha vida. São meus amigos. São parte de mim. Texto e criação do autor, ao utilizar este texto, por favor, não se esqueça de mencionar a autoria.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Questionando Conselhos




E então, ela disse-me como conselho: “Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí.”

Imediatamente, me senti a pior pessoa do mundo. Sou ciumenta demais, não devo gostar de liberdade e nem de deixar as coisas que amo “por aí”. Será que sou muito controladora? Que pessoa ruim eu me tornei. Sou como uma gaiola que esmaga e sufoca um passarinho com as próprias mãos. Não percebo que tudo o que o passarinho quer é voar para o longe, desbravar horizontes e simplesmente, partir para outros ares?
O pensamento não durou muito, porém. Questionei-me sobre o que tinha escutado: Se amo a liberdade, não seria porque tenho medo de me comprometer? E se deixo livre as coisas que amo para irem embora, será que é porque no fundo não faço questão de que elas estejam aqui? Se não voltam é porque nunca as tive, ou por que as deixei esperando uma atitude minha que fizesse o retorno valer a pena?
E será que ser gaiola é mesmo tão ruim, visto que, apesar de limitar a liberdade ela protege e cuida? E o que seria amar? Proteger? Cuidar? Deixar ir? Abandonar?
Dei-me conta, portanto, que o amor de verdade - este que tanto almejamos aos suspiros e que engrandece a alma - não pode ser assim tão indiferente. O amor de verdade se importa! É gladiador e luta até o fim, não tem medo de tentar, não é covarde e enfrenta seus receios dos mais obscuros.
Percebi, portanto, que muitas vezes ouvimos e seguimos um conselho sem questioná-los, pelo hábito de o fazer.
Deixar livre nem sempre quer dizer libertar, as vezes quer apenas desculpar-se por abster-se de atitudes, desculpar-se pelo medo de doar-se ou ainda, mascarar com sapiência a indiferença.
O amor não desiste enquanto ama, só desiste quando não mais existe.




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Texto e criação do autor, ao utilizar este texto, por favor, não se esqueça de mencionar a autoria.

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