quarta-feira, 27 de março de 2013

CAPA DE LIVRO


Diz um ditado que "não se julga um livro pela capa", certo? Correto. Eu já li muitas obras preciosas, cuja capa era muito sem graça e sem "vida". Da mesma forma, também notei muita capa exuberante apresentando uma obra enfadonha, mal-elaborada e cheia de clichês muito saturados.
Reconhecemos que com o advento da tecnologia e o aprimoramento das tendências digitais de hoje, é possível fazer uma boa criação, apelando para todos os recursos digitais disponíveis do Corel ao Photoshop, entre outros programas complexos para edição e desenvolvimento de imagem.
A função da capa é fazer uma breve abordagem visual ao leitor, que ficará atraído com o título. A capa é a primeira coisa a chamar a atenção, seguida pelo título e sinopse. Desta forma, a escolha da cor de fundo é essencial. Se for uma ficção tranquila, azul; se for um drama, cinza; um romance cheio cenas bonitas? Rosa; uma aventura com muita ação? Vermelho, laranja ou tons com efeito luminoso. Terror com apelo macabro? Preto! E por aí vai.
Na escolha da imagem central, evite fotos (sugestão). Faça opção por um desenho bruto, ou sombra, com efeitos simples. Lembre-se que capa de livro não é banner de cinema.
Exemplos: Nuvem, jarro, corações, chama, machado, etc. Coloquei os exemplos respectivamente com o exemplo das cores, no parágrafo acima.
Não quero ser radical e pedir para que evitem escolher certas coisas, mas se atentem para serem originais nas escolhas das capas de suas obras. Prestem atenção como existem capas com imagem de close de olhos e também com punhais de ponta cabeça. São muitos. Procurem fazer a diferença e não se deixarem se levar pelo esteriótipo.
No meu caso, eu tinha uma ideia, mas deixei que a editora cuidasse de tudo. O efeito foi até melhor que o esperado. Eles utilizaram uma das cenas da história e transformou nesse desenho tribal, fazendo um misto de cruz e adaga, cuja base horizontal se parece com os olhos de um dos vilões da história.
Muitas vezes é a editora que cuida de tudo isso, seguindo o estilo do capista e da editoração da empresa. Porém, o autor também pode deixar sugestões e palpites. É nesse momento que o escritor pode ressaltar no que NÃO QUER em sua capa.
Resumindo, a capa do livro não pode ser padronizada como embalagem de remédio, nem deslumbrante como uma capa de DVD, com excesso de cores, fazendo até poluição visual. Observem as capas de livro mais antigas. Ao revisar sua obra, pense no objeto central que representa a história e peça para que tal item apareça no livro. Deixe o seu livro atraente em todos os aspectos.

Leo Vieira é autor do livro "Alecognição" (Editora Lexia) e mais 30 livros, ainda em fase de publicação.Escritor acadêmico em 28 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; DelegadoCultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.



2 comentários:

Soline disse...

Gostei do post. Me ajudou a escolher a capa e já tenho uma ideia muito legal! No meu caso, vou ter que me virar, pois vou publicar no PerSe (já conhece? vale a pena conhecer)

Portel Prado disse...

Gente, estou lançando este mês na casa das rosas, em São Paulo, meu livro Tardes Paulistanas-poemas mais. A capa que eu pensei que estava boa, agora já não que está, pode?

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