domingo, 3 de abril de 2011

Da ponte ao coração...



Engraçado... Ri como a uma desesperada
Fechei os olhos e ri do meu riso triste
O conduto de uma válvula de escape...
Espantei meu choro abraçando-me as paredes...
Cheiro de tinta; bolor e cimento (texturas)... Adormeci.
Num cobertor de estrelas, ele desceu da abóbada celeste
Veio de Venus ou Plutão... Não se sabe...
Cobriu-me ligeiro com teu hálito a beijar-me o corpo pudico
Tirou-me a destra da tristeza
Jasmim... Espalhou no ar
Pôs em minhas mãos, pétalas de flor de Lótus
Num sussurro feiticeiro, domou a minha ira: “acorda-te... Venha me amar...”
Tirou dentro do âmago, um cacho de luz e enfeitou meus cabelos.
Desfez de meus pecados, olhando assim... Nos olhos meus...
Fui perdoada por um minuto eterno...





2 comentários:

Proesas disse...

E o voou do anjo indo para os braços daquela que estava na ponte!
minha amiga, adorei, adorei, adorei, e ate senti!

Fátima Abreu disse...

"Tirou dentro do âmago, um cacho de luz e enfeitou meus cabelos.
Desfez de meus pecados, olhando assim... Nos olhos meus...
Fui perdoada por um minuto eterno..."

Lírico! Muito lindo o poema, PARABÉNS, Drica!

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