sábado, 3 de dezembro de 2011

Escritor não erra, ele usa figuras de linguagem.





     Talvez para geração nova de leitores, a qual eu pertenço, seja difícil encarar os clássicos. Todas as expressões incompreensíveis classificadas por nós como de outra era. Mas não podemos escapar deles. Quando não é uma professora que aplica provas sobre determinados romances, é a necessidade de se sentir um leitor voraz e culto. Então, partimos para séculos passados, onde entre dez palavras duas fixam em nosso consciente. Assim, depois de ler dois ou três livros, começam os questionamentos. Por que não questionar Érico Veríssimo, quando já li Machado de Assis?
      Não se deixe levar pelo seu senso nem um pouco apurado de Literatura. Lembre-se da frase que me veio hoje: Escritor não erra, ele usa figuras de linguagem. Seria mais fácil se toda vez que formos surpreendidos por uma blitz do erro gramatical, retrucarmos com o exemplo de silepse. Quem disse que eu não acertei na concordância, isso é apenas uma Silepse de número. Assim como Machado de Assis:

Deu-me a notícias da gente Aguiar; estão bons.

      Antes de qualquer coisa devo admitir que elas não encobrem somente os erros, mas dão vida a seres inanimados. Se minha avó lesse O Senhor dos Anéis, aposto que esboçaria grande desapego ao chegar até as árvores falantes. Não vó, é prosopopeia. Seria outro susto espontâneo. As histórias de fantasia abusam da prosopopeia ou personificação que pelo menos eu adoro. Agora deixo alguns conselhos:

·       Para os que falam “Nóis”, use a elipse e omita esse sujeito.
·       Para os que preferem uma prosa rápida, porque não zeugma.
·       Você voltou para trás, evite o pleonasmo.
·       Deixe o exagero para as poesias. Não sai na rua gritando hipérboles ao sol ou à chuva.
·       A Ironia é o melhor remédio para os políticos.
·       Por que não assíndeto a polissíndeto?
·       Não adianta consolar o parente de um falecido com Eufemismo.
·       E para não acabar em uma gradação. Até mais.         


R.S.MERCE

Texto e criação do autor, ao utilizar este texto, por favor, não se esqueça de mencionar a autoria.


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DICAS DE LEITURA





Em fase de Publicação

BORBOLETAS NA PRIMAVERA
Autora: Amandio Sales
Linha editorial: Romance
Editora: Novos Talentos

SINOPSE:  


Uma linda história de amor baseada em fatos reais.

O amor ultrapassa as barreiras do tempo e torna possível o que já não havia possibilidades.

Após uma infância sofrida, Bela encontra Pierre, o homem de sua vida em um momento que a impossibilitou de lutar por este amor, pois existiam entre os dois, um casamento marcados, enganos, encontros e desencontros.
Mesmo distante, Pierre lhe manda sinais sobre os caminhos que  deverá percorrer para chegar até ele, porém, intrigas, chantagens e interesses estão em jogo, dando a  este amor um cunho clandestino, à margem da impossibilidade.


Informações: clique aqui

15 comentários:

Deolinda Gandra disse...

vim agradecer e desejar um bom fim de semana. beijo grande

Denis Lenzi disse...

Gostei do texto. Abraços para todos os autores e leitores! :-)

Anna Leão disse...

A capa do livro do Amandio ,está linda!!!!

Zilani Célia disse...

OI ADRIANA!
QUE TENHAS MUITA SORTE COM TEU LIVRO.
A CAPA ESTÁ LINDÍSSIMA, TENHO CERTEZA QUE A HISTÓRIA DEVE SER LINDA.
ABRÇS

http://zilanicelia.blogspot.com/

Ivaldete Piunti disse...

Olá Evanir, adorei sua visita, que bom que você gostou do meu blog e está entre meus seguidores. Aproveitei, estou seguindo deus blogs também. Quanto ao casal que vc commentou, gostaria de segui-los também.
Obrigada por tudo.Um abraço. Fica com Deus.

Cesar S. Farias disse...

O texto quebra a barreira entre as gerações. Errar a concondância nominal também é uma expressão de arte.

Rubens Conedera disse...

Quem gosta de escrever sabe das armadilhas da língua portuguesa. Viva a concordância, ou a falta dela.

waldir disse...

Boa sorte com o livro, e um lindo domingo!

Luara Cardoso disse...

Adorei o texto! É a desculpa que passarei a usar agora. HAHA :)

Um beijo,
Luara - @luuara
http://estantevertical.blogspot.com/

Sofia Winter disse...

oi flor! Tem sorteio lá no blog, passa lá :)

Beijos

http://belezaincondicional.blogspot.com/

Caçadora de Livros disse...

A capa ficou show!!!!!!!!

Deolinda Gandra disse...

PARABÉNS A TODOS PELO BLOG, VOCÊS MERECEM MUITO SUCESSO. BJS

Paul Law disse...

Artigo muito interessante! Acho que o escritor não erra mesmo; ninguém erra, na verdade. Observo que o aprendizado é algo muito mais relevante.

Um abraço, amigo autor! Sucesso.

Marcello Salvaggio disse...

Bom texto. De qualquer forma a língua em si é um aprendizado constante, não só a literatura, já que ela está viva, em movimento. As regras gramaticais servem para dar um norte, para não gerar um caos linguístico onde ninguém se entende, mas sou da opinião que podem ser subvertidas por razões estéticas, que o diga Guimarães Rosa. A gramática não deve ser vista como uma prisão e nem ser usada para crucificar quem comete desvios, mas como uma orientação.

RUDYNALVA disse...

R.S.Merce!
Aula, hein? Obrigada!
Acho mesmo que deveríamos era escrever como falamos e pronto...kkkk
Cheirinhos
Rudy

http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com/


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