quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Livro Infantil

Desenvolver e escrever um livro infantil é um grande desafio para qualquer escritor. Isso porque antes de tudo, ele precisa analisar diversos fatores antes de se conscientizar se o enredo é conveniente para tal formato e assim adaptá-lo com qualidade, explorando a linguagem mais adequada.
A grande responsabilidade na tarefa de escrever para crianças é que o autor precisa desenvolver a imaginação e criatividade delas através da leitura. É uma atividade tão gratificante quanto competitiva.
Não se necessita de altas pesquisas para poder compor um bom livro infantil. O principal é que o escritor se situe em que faixa etária ele apresentará a sua obra, utilizando a linguagem mais específica.
Para poder se acostumar e familiarizar, o escritor precisa antes fazer uma pesquisa básica nas livrarias e bibliotecas sobre os livros infantis mais populares. Analise as suas linguagens e tente passar uma história própria no formato e linguagem desses livros. Quanto mais se aprofundar na análise do mercado, melhor.
O bom também é aprender ao máximo a diferenciar a faixa etária de cada obra. Se souber identificar de início, ficará mais preparado para quando for escrever.

Observe as crianças, as suas forma de se expressarem, de aprendizado e ótica do mundo. Se tiver oportunidade, leia para crianças de orfanato, creche ou igreja e observe se elas ficam atentas ou entediadas.
Compreendendo as faixas etárias de um livro infantil:
Até 3 ou 4 anos: Nesta fase, a criança ainda não sabe ler; no máximo, reconhecerá as letras do título da obra e associará a história com as figuras. Os livros geralmente tem o tamanho de 21x21 cm e são ricamente ilustrados, entre 8 e 12 páginas, com parágrafos curtos por página. Os enredos são focados em formas, números e cores, com mecanismos, texturas e outros componentes para entreter a criança pequena. Outros formatos são em borracha, para acompanhar na piscina e em tecido, para decorar a cama e acompanhar no sono.

5 e 6 anos: Nesta fase, as crianças já sabem ler e ficam orgulhosas ao ler e compreender um livro sozinhas. Neste caso, as obras continuam com o formato de 21x21 cm e com muitas ilustrações, porém as letras podem ser reduzidas e as páginas podem ir até 32 de numeração. Os personagens podem ter as características mais construídas e as emoções e conflitos devem ser semelhantes às das crianças, para causar mais identificação e entrosamento.

7 e 8 anos: A criança está mais familiarizada com a leitura e quer se parecer com os pais leitores. Para essa faixa etária, os livros podem começar a reduzir de tamanho, com mais páginas (30 à 40 páginas) e também com ilustrações menores e em preto e branco (somente a capa colorida e em um traço menos infatil). As histórias podem ser maiores e ganhar capítulos curtos, com diálogos e ação. 


8 a 10 anos: Os livros para essa faixa etária começam a ganhar aspecto de literatura adolescente. Para esse grupo, pode-se aumentar as páginas para até 60, reduzir mais o tamanho do livro, dividir a história em mais capítulos curtos, e manter as ilustrações em preto e branco apenas no fim de cada capítulo.

10 a 12 anos: Para os pré-adolescentes, as histórias precisam ficar mais complexas, reforçando no conteúdo e humor. Pode-se explorar sub-enredos paralelos e também abordar aspectos mais sofisticados, de história, suspense e até mistérios da ciência. O formato geralmente é 14x21 cm e somente a capa e contracapa têm ilustrações. A paginação não pode passar de 100.

Para os adolescentes acima de 12 anos, o aspecto pode ser semelhante ao do livro de 10 à 12 anos, mas com uma paginação um pouco maior e com capa mais colorida e com menos desenhos. Os melhores temas são os que abordam questões e problemas típicos de adolescentes e jovens. Portanto personagens com esses aspectos ganham muito espaço e identificação por elas. Dessa fase, já se pula para a ficção normal, onde os adolescentes já aproveitam e aprendem rapidamente.
Agora é só observar qual delas a sua história se enquadra e escrever.
Leo Vieira é escritor acadêmico em várias Academias e Associações literárias. Também é colaborador em várias colunas em jornais, revistas e blogs.
É bacharel, mestre e doutor em Teologia e doutor em Missiologia e Literatura.

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