quarta-feira, 4 de maio de 2011

Segunda fase - Com o texto pronto, e agora?



Segunda fase – Com o Texto Pronto
Originais prontos - Texto
Tendo os originais do texto prontos, sejam eles datilografados (alguns editores, aceitam texto desta forma) ou digitados em computadores, mas NUNCA manuscrito.
Atenção: o que você tem em mãos é o texto original e não o livro.  Eles devem estar: revisado, se forem digitados que seja em um programa para computadores usual do tipo WORD, para facilitar o seu desenvolvimento, caso sejam aceitos por alguma editora. Quanto à revisão o mínimo que se espera é que o autor tenha passado pelo corretor do computador, que já eliminará os “atentados mais gritantes” ao português, mas uma revisão profissional é muito melhor.
Não espere que você seja levado a sério como escritor se seu texto está repleto de erros de português. Seu texto pode ser bom, o argumento perfeito, a trama bem armada, mas se logo nas primeiras páginas os textos apresentam “atentados” ele corre um sério risco de ser devolvido sem maiores explicações.
Originais prontos – o que fazer
Faça cópias, mais ou menos umas dez cópias são o bastante, para enviá-las às editoras que já trabalhem com o tipo de texto, que tenham o mesmo tema ou tenha a mesma linha editorial do material que você produziu. Isto é fácil de conseguir, basta ir a uma boa livraria e procurar nas seções de livro sobre o mesmo tema (romance, suspense, conto, novela, aventura, etc.), aproveitar para anotar os endereços destas editoras. 
Ainda existem, no Brasil, o Guia Editorial Brasileiro – mas hoje é difícil consegui-lo, e os sites na internet: da Câmara Brasileira do Livro (www.cbl.org.br) ou ainda no site do Sindicato Nacional de Editoras de Livros (www.snel.org.br) com nomes, endereços, telefones de editoras e seus respectivos editores. 
Se os originais estiverem dentro da linha editorial das Editoras, escolhidas por você e que já trabalham com o tema do seu texto, muito provavelmente ela o editará, se não estiver, ela, em geral, os devolverá com uma carta explicando o motivo.
Se você tem dúvidas que seu texto não é bom, apesar de que quem já o leu dizer ao contrário, busque uma opinião profissional, de pessoas que fazem leitura técnica, são editores, escritores, professores, jornalistas, enfim profissionais de letras que farão leitura e sugestões. Ou procure um Agente Literário, hoje mais fácil no Brasil, que inclusive, poderá ajudá-lo a procurar uma editora.
Lógico que estes profissionais cobram por seus serviços, mas a possibilidade de seu livro ser aceito por uma editora e conseqüentemente ser editado aumentam para uns 80% ou mais.   
O pior inimigo - a espera
“Já faz duas semanas que mandei o texto, até agora não responderam...”
Controle sua ansiedade, esta fase é demorada, podendo demorar até seis meses, ou até mais. Pois seu texto, provavelmente, irá passar primeiro por um editor assistente que fará a primeira triagem, depois por o editor chefe e, depois ainda, por um conselho editorial, geralmente são outros editores, professores, revisores e leitores que trabalham para as editoras, que farão sugestões, críticas e darão um parecer sobre seus originais. 
Lembre-se que eles não têm somente os seus originais para análise. Pense bem nisso, as editoras recebem em média, 20 originais por semana para serem analisados.
Aceite sempre as sugestões do editor, caso você não concorde com ele, argumente, discuta o seu ponto de vista, o porquê colocou isto ou aquilo. A intenção do editor é sempre melhorar o texto, pensando não só na estética, mas também no estilo, no público, e por que não? no aspecto comercial. Afinal é extremamente frustrante para um autor que seu livro não seja lido por ninguém ou só pôr uns poucos amigos e parentes.
Como falamos antes. 
Faça uma autocrítica do seu texto, se ele for ruim, melhore-o ou abandone-o.
Apesar do editor não ser o dono da verdade, ele conhece muito bem o público, faz parte do seu ofício, e como disse um grande editor, certa vez, quando perguntado por que não lia todo o texto de um futuro livro:
“Não preciso chupar toda a laranja para saber se ela está estragada”.
Isto pode parecer pedante, mas se analisado friamente não o é. Na literatura moderna, que na sua grande maioria são livros para o entretenimento, os textos de livro têm que ser ágeis, ter velocidade, a trama que envolva o leitor, fazendo-o sempre ler a página seguinte, ou com muito custo parar a leitura. Mesmo grandes escritores, com nomes reconhecidos pelo público, e que são grandes vendedores “best seller”, já deram suas “escorregadas” fazendo livros “menores”.

Um comentário:

M. disse...

Adri...ñ consigo ler...

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