sexta-feira, 10 de junho de 2011

UMA QUASE AUTOBIOGRAFIA... RETALHOS MEUS.

QUANDO EU EXISTO...


Acordei cedo, meio tonta, ao olhar no espelho, não me reconheci... 
lembrei-me dos sonhos e de tantos dias passados, quantos sonhos já havia conquistado? Por que demora tanto, e por que a felicidade se faz apenas, em tão curtos momentos, que de me lembrar, dá uma saudade tão grande de ser feliz...

A todo momento alguém fala comigo através de algum escrito, ou fotografia., porém, a mensagem que mais consegui ler, foi quando olhei nos olhos das pessoas e pude notá-las longe dos rótulos; vi tantas história nos olhos e compreendi que se me atentar, em um dia posso aprender tantas coisas que jamais imaginária, se não me manter segura em meio as almofadas de meu umbigo, pude perceber, que o outro tem sentimento, e que seus olhos dizem traduções que eu estava necessitando para continuar a escrever meus livros. Ah! esses pequenos detalhes, tão santos, que me trazem a inspiração... Objetos e coisas, pessoas e sentimentos tão cheio de detalhes... Distraio-me de mim, a observar o mundo, esquecendo dos anseios que em muitas vezes, me tornam algoz.

Passei os olhos nas páginas de minha vida, tive medo... Poderia escrever minha biografia, daria um livro, no mínimo útil aos julgadores existentes entre o bem e o mal. Desisti. Não seria capaz de  ver meus pedaços contados entre os becos e palácios; prefiro dizê-los nas entrelinhas de meus sonhos poéticos, ou, hora ou outra, na brincadeira do inverso ao criar as personagens que realizam o meu sonho de ser, que eu nunca fui.

Penso em minha extensão... Como estou os criando; se já não estão criados, e mesmo assim, olho e vejo-os ainda tão pequeninos, fazendo ninho em meu ventre, como se estivessem dentro do meu útero. Não pude fazer de meus filhos, a realização dos meus sonhos perdidos;  dei a eles, a escolha em ser aquilo que os fazem felizes, compreendo isso por amor, pois sei, que amar a um filho é não obrigá-lo a viver com as minhas mentiras.

Enfim... Foi uma manhã tremenda... apenas vinte minutos de reflexão. Voltei ao ofício amado, instalado no Microsoft Office Word, receptor de minhas barbaries secretas... Renasci... Refiz-me daquilo que meus olhos incrédulos não poderiam acreditar... Amar também deve ser assim... O acalento de uma fagulha, capaz de salvar a minha vida inteira... A isto, eu chamo  - escrever...

Texto e criação de Adriana Vargas de Aguiar, ao utilizar este texto, por favor, não se esqueça de mencionar a autoria.

3 comentários:

Kami Hari disse...

Dri, sempre que posso entro no seu blog...fotos lindas,olhos reluzentes, vc me inspira mulher!!! bjus poetiza...saudades

Ahtange Monte Negro disse...

Olá a cada visita uma linda surpresa.
Jinhos doces e carinhosos.

Amandio disse...

Beijos mil e todo tempo falo contigo, quero fazer parte de tua vida sempre quero que sejas feliz ao meu lado e por fim casarei com você que és a minha busca maior, Rainha de minha alma...
TE AMO

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