sábado, 15 de outubro de 2011

A cor do homem


Vivo correndo e tenho pressa.
Quero a razão de meus pensamentos
Razão falha e rasa!
Fujo do preconceito e me distancio do que me torna feio.
Medo de ser feliz? Talvez...
Medo de estar feliz?
Medo da autopiedade? Pobre... Oh, dó de mim...
Empobrecido pela ignorância...
Mata meu espírito... Frustra meu sonho...
Limita o meu ser.
Teço o subterfúgio e fujo nele... Medo do desconhecido.
Desfruto da perdição de meus caprichos...
Medo!
Medo de viver à deriva da intolerância...
Bichos desconhecidos, a tolerância...
Longe... Muito longe...
Do que se conhece por ignorância...
Não conto histórias que ninguém acredita
Não falo... Porque o preconceito grita!
Matando a chicotadas,
Apontando o dedo...
É a chibatada da língua
Açoites fortes – olhos de ódio sem razão,
Disputa pela melhor cor, ou posição social...
O homem não tem raça...
É homem apenas,
Feito de barro, ou de amor...
Com o receio de ser bom,
Escondi minha razão
Olhei meus sentimentos
E vi... Quão rico sou...
Rico de espírito.
Dou-te a razão e fico com a paz.
Riqueza esta, que abraça sem medo de manchar a minha cor
Riqueza que me faz sentar ao lado do leproso...
Entro e saio sem vergonha do que sou.
Riqueza em ser nordestino, carioca ou paulista...
Riqueza em ser pobre, ou rico...
Morar no Sul, ou em algum extremo do planeta.
Moro na lua e acredito...
O homem só tem uma cor,
O vermelho sangue...
A cor de seu preço.

Autor da Postagem - AMANDIO SALES

Texto e criação do autor, ao utilizar este texto, por favor, não se esqueça de mencionar a autoria.








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Livro 1: Retornando ao Vale Azul
Autor: Maria Alice Lima Ferreira



“Relata a história do Sr. Braga, fazendeiro muito rico que viveu no Vale Azul, durante o século XX, antes de ser abduzido por um OVNI. Cerca de duzentos anos depois, retorna ao Vale sem ter conhecimento do tempo transcorrido. Por isso, recebe com grande choque a notícia de que todos aqueles que conhecera, incluindo familiares e amigos, já haviam falecido há muitos e muitos anos. Sua casa ainda estava lá, mas seus atuais moradores eram estranhos para ele. Não tinha dinheiro nem documentos, e sua única amiga era sua tetraneta Sara, uma garotinha com apenas seis anos de idade. Tem início, então, sua luta pela sobrevivência e sua adaptação às mudanças tecnológicas e sócio-culturais que ocorreram após seu desaparecimento. Além de mexer com a imaginação do leitor, Maria Alice aborda temas polêmicos e nada convencionais de forma sucinta fazendo com que o leitor reflita sobre o assunto. Fala sobre religião, os avanços da medicina, a possibilidade da ciência vencer a barreira da morte, política, corrupção, e até tem uma visão bem otimista sobre o desenvolvimento da humanidade em termos sociais. Todas essas idéias aparecem aos poucos, mescladas com a vida cotidiana dos personagens. O leitor acompanhará de perto o dia a dia dos descendentes do Sr. Braga, suas tragédias, conquistas e romances. E também terá a chance de perceber as mudanças que vão ocorrendo, sutilmente, no caráter do personagem principal e sua adaptação à nova sociedade.” Leia Kiuski


5 comentários:

LHÚ WEISS disse...

A cor de seu preço... a que preço?
preço de medo, de mentira e de hipocrisia. Somos todos iguais até mesmo na cor!
Abraços
Lhú Weiss

Anônimo disse...

quero participar da promoção
Seguidora: Nat_notivaga
anajoserocha@bol.com.br

Sucesso!!

Karine Marinho disse...

Adorei o texto. Verdade pura.
Beijos,K.
Girl Spoiled

Milla Pereira disse...

Querida Evanir. Adorei este blog entre autores. Essa sensação de coletividade e união é o que nos motiva a continuar escrevendo (mesmo que seja só para nós.) Estou seguindo aqui tb. Tenha um fds espetacular e que Deus te abençoe. Bjs

Katia Naegelle disse...

...Disputa pela melhor cor, ou posição social...
O homem não tem raça...
É homem apenas,
Feito de barro, ou de amor...

Que bom seria, se todos tivessem bons sentimentos! Mas sabemos que a realidade aponta atitudes preconceituosas em qualquer parte do planeta. A responsabilidade de tornar um mundo melhor, é de cada um de nós, através de uma atitude positiva em nosso dia a dia. E como infelizmente parece que o preconceito não terá fim, nos cabe olhar para a direção do amor, porque pessoas que se julgam melhor do que outras,não sabem amar. Esse texto é lindo! Parabéns! Um abraço!

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