sábado, 7 de janeiro de 2012

Guarde-me




Sempre vou te amar, mas o mundo acaba hoje
As montanhas inóspitas regem ao vento
E não nos restará nada além da morte
Guarde consigo o beijo desse momento

Não olhe para mim, pois choro
Por favor,
Siga o seu caminho e lembre-se
Imploro

O céu não nos protege mais
A natureza revoltasse a cada passo humano
E o seu olhar teme a si mesmo
Não culpe-se, generalize aos demais

Declameis o seu amor enquanto é tempo
Não é a criação que acaba e sim
É o ser que aos poucos a torna obsoleta
Espere, não esvaísse assim


R.S.MERCE


Texto e criação do autor, ao utilizar este texto, por favor, não se esqueça de mencionar a autoria.

7 comentários:

Mãe Terra, Estamos Aqui... disse...

É LINDAMENTE TRISTE E INFELIZMENTE REAL, PARABÉNS PELO TEXTO MARAVILHOSO, E PRINCIPALMENTE PELO CARINHO COM A NOSSA MÃE TERRA...

Rubens Conedera disse...

Belo texto, que nos lembra de nossas falhas.

POESIA NA ALMA. disse...

ótimo texto!

Anna Leão disse...

Lindo poema! Forte, profundo, desconsertante...

Anna

J.C.Hesse disse...

Apocalíptico!
Uma declaração de amor dramática. Se um dia, daqui milhares de anos a encontrarem, ainda assim será um legado interessante.
Meus parabéns!
Abraço

Rosane Fantin disse...

Chega a dar um aperto no coração ao pensar no que estamos fazendo com esse mundo... Maravilhoso poema!
Bj!

Cesar S. Farias disse...

Bem interessante, pois alerta-nos que o "fim do mundo" na verdade é uma renovação necessária.

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