quarta-feira, 5 de junho de 2013

LIVRO GROSSO OU LIVRO DE BOLSO?


Na onda dos Best Sellers e trilogias é muito comum que o escritor tenha vontade de acrescentar enredos e sub-enredos em sua obra, para transformá-la em um conteúdo mais amplo em três partes ou até mesmo em uma série. Isso tem acontecido comigo, quando publiquei "Alecognição", há quase dois anos e agora, que estou escrevendo séries de livros infantis.
"Alecognição", na verdade, foi uma forma de não esteriotipar os romances de suspense que eu já tinha quase prontos. Decidi reunir as 23 melhores delas e transformá-las em episódios para um só personagem e seus núcleos. Os temas são bem variados e fogem dos padrões repetitivos e cansativos.
Um detalhe importante é analisar se os dois enredos não podem ser mesclados em uma história só. Isso tornaria a história mais interessante. Um herói com um conflito paralelo ou então, um coadjuvante com um conflito importante para o fechamento da obra. Isso dependerá da disposição do autor. No meu caso, os temas eram distintos demais para unir em apenas um livro.
Se a sua obra for grande demais e passar de quinhentas páginas, faça uma nova revisão e organização de capítulos e divida-a em duas partes. Será mais fácil para investir e comercializar. Agora se a obra ficar curta demais, você pode reunir junto com outras crônicas e lançar em uma coletânea. E se por acaso, ficar no meio termo, com vinte laudas? Aí nesse caso, recomendo em formato de LIVRO DE BOLSO.

Alguns escritores têm certo preconceito em publicar livros nesse formato. Outros também julgam como obra preguiçosa e de pouco aprofundamento e interesse do escritor. Seja como for, os livros de bolso estão longe de serem julgados de forma pejorativa. Os 'minute book' (como são conhecidos lá fora) são muito respeitados e facilmente comercializados nas gôndolas de bancas de jornais, nas lojas de conveniência, nas estações ferroviárias, nas rodoviárias, em aeroportos e é claro, nas livrarias. Por apresentarem uma história mais curta (no máximo, duas horas de leitura) e serem fáceis e práticos de transportar, são muito mais aceitos em filas e viagens.
Para que um romance tenha o tamanho e o corpo de um livro A5 (14x21 cm), ele precisará ter no mínimo 70 páginas, para que ele possa ter lombada e ficar parado em pé. Se ele tiver menos do que isso, ficará em grampo canoa e se tornará um encarte. Ou então, diminua o tamanho das páginas (12x18 cm).

O best seller "Quem Mexeu no Meu Queijo" do psicólogo Spencer Johnson é uma crônica muito popular, também publicada em formato de bolso, mundialmente conhecida. Outro livro de bolso que vendeu muito exatamente pela simplicidade e praticidade foi "Mensagem a Garcia", do filósofo Elbert Hubbard, que narra uma curta e reflexiva jornada do soldado que leva a mensagem do presidente estadunidense McKinley ao general Calixto Garcia Íñiguez, líder das forças rebeldes cubanas durante a Guerra Hispano-Americana. A lição principal que a história deixa é “Cumprir eficazmente uma missão, por mais difícil ou impossível que possa parecer”. O livrinho foi amplamente comprado por indústrias e pelos exércitos em dezenas de países e distribuído aos funcionários, fazendo um sucesso instantâneo.

Livros grossos e em séries servem para apresentar e sustentar um universo particular do autor e livros de bolso são para apresentar uma lição prática e eficaz. Ambos têm o seu valor especial e devem ser apreciados e respeitados.



Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em 30 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.

8 comentários:

Daniele Nhasser disse...

Adorei a matéria , e confesso que não tenho nenhum livro de bolso , e motivo não faço ideia kk .
Adorei as dicas , espero que muitos possam ler também e derrubar barreiras .

Daniele Nhasser -autora de Amor,és real

Leo Vieira disse...

Oi, Daniele. Obrigado pelo seu comentário. Os livros de bolso são excelentes para aquela leitura rápida no ônibus engarrafado ou então naquela fila chata no banco. Quando escrever um romance mais curto, experimente publicar neste formato também. Beijos!

J.C.Hesse disse...

Achei muito boa sua apresentação deste tema, mesmo porque comecei lendo livros de bolso, uma série ficcional com o título de Perry Rhodan. Provavelmente faça um teste(publicar) neste formato, obrigado pelas dicas e parabéns por suas postagens.

J.C.Hesse

Anônimo disse...

Graças a Deus agora não faltam opções de formato para literatura. Digitais, de bolso, tamanhos tradicionais ou de áudio, estão fazendo muita gente se apaixonar pela leitura!
Muito boa a matéria, Léo.

Aline - Recicla Leitores

Leo Vieira disse...

Obrigado, J.C. Hesse e Aline. Fiquem à vontade para compartilhar e divulgar. Grande abraço!

Fernanda Bizerra disse...

Muito boa a sua iniciativa Leo de fazer as pessoas verem que nem tudo que possui várias páginas é melhor e mais respeitado, afinal o que conta é o conteúdo.

Beijos!

Camila Márcia disse...

Apoiado!
Sinceramente eu não tenho nenhum preconceito com livros de bolso, acho bem legais e muito práticos para levar em viagens, quando viajo e sei que vou ter tempo de ler alguns livros sempre opto por livros de bolso..

Abraços,leo.

Camila Márcia
@camila_marcia
De Livro em Livro
Devaneios Fugazes

Ahtange Ferreira disse...

Legal, eu particularmente gosto de livros de bolso, principalmente pela facilidade de carregar na bolsa.
Abraços!

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