quarta-feira, 24 de julho de 2013

Aula 2: Afinal, de quem é a culpa?

Acompanhamos na aula passada como realmente agir para construir em si o arquétipo do escritor que devemos ser. Agora vamos às lições sobre o que devemos enxergar na ótica geral do mercado editorial.
A grande parte dos aspirantes a escritor aprendem lições pessimistas sobre o
mercado editorial. Mas, como bons leitores críticos (aprendemos na aula passada), não basta somente a inflexível convicção realista construída pela desilusão e sim aprender a observar os dois lados da situação.
Há um tempo, expus como funciona o mercado das editoras por demanda. Ele é realmente bom? Claro! Afinal, foi responsável para abrir a porteira faraônica de escritores e pseudo-escritores. Mas também aprendemos que não é uma maravilha literária, tanto que hoje existem mais editoras que livrarias. São gráficas que passaram a adotar o serviço totalmente orçamentário que joga toda a responsabilidade editorial e despesa nos ombros do escritor. Então as editoras por demanda não presta? É claro que não! As editoras por demanda são extremamente úteis para o escritor que precisa economizar com tiragens baixas. Mas também é necessário aprender a usufruir dos seus serviços, para não cair no jogo deles e sair frustrado.

1- Não culpe as editoras e livrarias por não vender os seus livros.
Na verdade, não tente procurar nenhum culpado. Você é totalmente responsável pelo seu sucesso e também pelo seu fracasso. Aliás, o fracasso só existe no momento em que você para de lutar e aceita a derrota.

2- Os obstáculos.
Eles existem para qualquer carreira, seja artística ou acadêmica. Escrever não é brincadeira. Cada vez mais você terá que ler e escrever muito. Você já viu alguém aprender a desenhar somente vendo desenho? Ou mesmo aprender a cozinhar somente vendo a mãe mexendo a panela? Você somente vai aprender a escrever praticando a escrita.

3- Investimentos.
Aceite que você terá que gastar dinheiro, terá que ter disposição e paciência.
Não pense que você vai ter a sorte repentina de J.K. Rowling, Stephenie Meyer, Dan Brown, entre outros milionários literários; até porque eles também não começaram ontem.

4- Originalidade.
Não vá na onda desses escritores, escrevendo clichês, esperando ter o mesmo
reconhecimento. Existem mais de 30 livros vampirescos, muitos deles são
irritantemente parecidos com Crepúsculo. Teve uma editora que não somente a capa, como também a pose para foto da autora eram plágios do livro. Isso chega a ser uma desonestidade intelectual.
Seja original e saiba reinventar a sua literatura.



Outras dicas importantes:
1-Aprenda a formatar
Aprenda os serviços editoriais no Corel e no Photoshop. A economia será de mais de 300% se você levar a arte toda para a gráfica.

2- Marketing Pessoal
Construa uma plataforma de Marketing no Facebook, Twitter e outros fóruns
gratuitos na internet. Até no Youtube ensinam como organizar isso. Faça a lista de blogs e organize um circuito de divulgação mútua e book tour. Publique resenhas no Skoob.

3-Seja criativo nas vendas
Promoções com marcadores, descontos, sorteios, divulgação no Amazon (com o "look inside" como aperitivo). Crie uma loja virtual com check out (também se ensina no Youtube ). 

4- Invista com o lucro.
Contrate os serviços de uma assessoria de imprensa para lançar "Press releases", e enviar livros para colunistas de jornais e rádios da cidade e adjacências. Isso dá um resultado satisfatório. 

Se você tomou nota e pretende praticar as dicas, parabéns; você continua no caminho certo para o seu advento literário e se transformará em um escritor e editor de sucesso.

Exercícios:
1- Leia e pratique as dicas de investimento, comparando preços de serviços nas gráficas;
2- Aprenda sobre diagramação. Existe vídeo aulas no Youtube. Pratique em seguida no computador;

3- Revise as suas pesquisas para mantê-las atualizadas.


Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em 35 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.

4 comentários:

Hudson Cleyton disse...

Ótimas dicas!

Ize Chi disse...

"Aprenda os serviços editoriais no Corel e no Photoshop".

Tá, sou a favor da dica "aprenda os serviços editoriais", mas essa dica está meio... Incompleta/enganada.

1º) "Corel" é abrangente, e pode estar se referindo tanto ao Corel Draw (excelente para criação de capas e outros produtos visuais, mas não para o livro em si), quanto ao Corel Ventura (esse sim é de edição de livro, mas é MUITO RUIM).
O Ventura foi basicamente abandonado pelas editoras com a ascensão do Adobe Indesign. Fora que este último é muito mais prático e intuitivo de mexer, e tem várias versões (CS3, CS4, CS5, CS6...).

Logo, complemento essa dica com: aprenda serviços editoriais no Adobe Indesign (independente da versão).

2º) O mesmo à respeito do Photoshop. Explicação básica: o sistema gráfico de impressão de cores é a escala CMYK. Toda vez que você procurar uma gráfica, em 99% dos casos, será impressão na escala CMYK (especialmente se for impressão sob demanda ou baixa tiragem, pois é impresso em máquinas de "impressão digital", de baixo custo).
O Photoshop trabalha com a escala de cores RGB. Acredite, é uma diferença enorme!

Logo, para trabalhar com imagens, capa do livro, modelo de panfleto para impressão ou coisa do tipo, aconselho a utilização de programas que trabalham com a escala CMYK. Dois são especialmente bons para manter a alta qualidade exigida para a impressão e a escala de cores correta: O Adobe Illustrator e o Corel Draw (já citado).
O próprio Indesign, na verdade, pode ser utilizado, mas tem que tomar cuidado na exportação para não utilizar nenhuma conversão de escala de cor.

Bom, é isso, só complementando um pouco as dicas ^^

J.C.Hesse disse...

Obrigado pelas dicas Leo, sempre é bom saber um pouco mais sobre o mundo que vivemos, literário/editorial. E obrigado à Ize, mesmo nas críticas consigo perceber a grande vontade de ajudar na completude do texto, dicas válidas também. Aos que tropeçarem neste post, leiam tudo atentamente, são informações importantes sim, mas pesquisem e busquem alternativas. Aqui ninguém está estabelecendo verdades absolutas e imutáveis, o mundo dos softwares é muito dinâmico, assim como a cabeça dos escritores.

Obrigado!
J.C.Hesse

Leo Vieira disse...

Olá, Ize. Ótimas dicas. Geralmente as gráficas pedem o original aberto para que possa fazer eventuais modificações gráficas e adaptações para impressão. Até mesmo o Paint e o Print Artist me permitiram fazer bons trabalhos gráficos por um bom tempo. Tudo vai até onde a imaginação e força de vontade permitirem.
Obrigado pela colaboração.

J.C. Hesse. Obrigado pelo comentário e espero saber novidades das atividades literárias de todos vocês.
Abraços!

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