quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Niby Ruman



Num imenso campo silvestre onde havia centenas de vagalumes com suas luzinhas que piscavam enquanto volitam por todos os lados, ali no meio estava o menino chamado Niby Ruman, deitado de costa sobre o gramado com os braços sob a cabeça olhando para o céu estrelado. O menino tem apenas 10 anos. Seu cabelo é preto como o breu de uma noite sem estrelas, fazendo com que seus olhos cor de violeta se destacassem, e as pessoas mais atenta repararam a presença de um leve brilho nestes belos olhos. 

Ao seu lado, estava o seu avô, sentado sobre uma cadeira dobrável, onde fuma um cachimbo, olhando a fumaça que sobe após tragar o fumo. Na sua frente há um telescópico montado, daquele que vende em loja de equipamentos fotográficos. 

Niby fita o céu, contemplando a beleza do campo negro com seus pontos brancos e luminosos, bem no meio deles, há um grande ponto avermelhado, e em torno desse surgia um par de asas levemente luminosas. 

— Você acha que aquele planeta é habitado? – pergunta o menino, com ar curioso. 

O avô tragou seu fumo silenciosamente com olhos fitados para o ponto avermelhado, e em seguida, olhou para o menino. 

— Sim. 

— Como sabe? 

— Acho que é momento propício para você saber a verdade. Não estamos aqui apenas por acaso. Tudo tem um propósito. Em breve você completará 11 anos. É nesta idade que você sofrerá uma grande transformação. 

O menino se levanta intrigado, sem entender nada. 

— Como assim? 

— Aquele planeta que está vindo para cá, está fortemente ligado a você. 

—Ligado a mim? Não estou entendendo nada, senhor. 

— Havia um ser que vivia em outro mundo veio aqui, e escolheu a minha filha para semear a semente dele dentro dela na qual mais tarde você veio a este mundo. Aquele ser disse que a sua existência daqui é fundamental, já que você observará tudo sobre as pessoas, sobre o mundo, e de como ele funciona. Aquele planeta que estamos vendo agora não é uma boa coisa, e chegará aqui nos próximos meses, tudo o que nós conhecemos aqui deixará de existir. E somente você guardará todas as memórias da nossa existência e levará a eles, passando-os todos os conhecimentos adquiridos aqui na terra. 

— Você está falando sério? 

— Infelizmente, sim, e é por isso que estamos aqui. Para observar aquele planeta anão-marrom. De anão não tem nada. Será um objeto bem maior que a humanidade já presenciou. E nada adiantará fugir, ou se esconder. Temos que aceitar o fato. O fim do nosso destino está encaminhando por aquele planeta. Quem disse tudo isso foi o semeador que veio aqui, depois de deixar o fruto com a minha filha, ele me contou tudo sobre o que virá a seguir. Contou sobre aquele planeta que não é nada bom. Demorei muito a acreditar; não quis aceitar o fato sobre o fim que virá, mas com o tempo entendi o propósito de tudo isso. E apesar de tudo, você foi a melhor coisa que já aconteceu em minha vida. 

O menino estava com os olhos cheios de lágrimas, e já sentia um aperto no coração somente em pensar na idéia da Terra deixar de existir. 

É algo que é difícil de engolir, mas no fundo aquele velho senhor estava falando a verdade. Niby Ruman sempre foi um menino diferente, nunca ficou doente durante toda a sua vida, e seu sangue, em vez de vermelho, saia em cor violenta. Esse detalhe sempre foi ocultado pela sua família, sabendo o risco de expor o menino ao mundo curioso, que fará de tudo para tirar um pedaço dele, até mesmo para realizar as experiências que os militares costumam fazer com os seres extraordinários, sejam eles anjo, demônio, alienígena, tudo em nome da ciência. Porém, o Niby sempre permaneceu no anonimato até o dia em que a chegada do novo e gigantesco elemento dentro do sistema solar pudesse mudar o destino da Terra. 

— E quanto a você, vovô? E mamãe? Vão vir junto comigo? 

Ele olhou para o menino e esboçou um sorriso sincero. 

— Quem nos dera, meu anjo, quem nos dera... Não temos escolhas. Você partirá, mas levará consigo o nosso amor dentro de você. Queremos que preserve sempre o nosso amor que lhe demos de bom agrado, não se esqueça disso! 

Se houvesse um momento em que o fim, estivesse próximo, o que as pessoas fariam? Elas devem aproveitam o máximo de sua vida. Cada hora. Cada minuto. Cada segundo, para que a vida possa valer à pena, mesmo que seja por um minuto apenas. É por isso, meu anjo, que estamos aqui, para fazer valer e pena as nossas vidas. 

O menino meneou a cabeça e olhou para o céu, vendo aquele ponto alado e luminoso, que brilha intensamente, aproximando-se da Terra cada vez mais, fazendo com que a Terra parecesse um grão diante do colossal elemento destruidor. 



Texto e criação do autor Denis Lenzi, ao utilizar este texto, por favor, não se esqueça de mencionar a autoria.






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14 comentários:

Francilangela disse...

Uma mensagem para aplicar em nossas vidas.

Mila Lopes disse...

Olá! Agradecida pela sua maravilhosa visita estou aqui...demorei, rs...mas é que o tempo parece encurtar nossos momentos de deleite. Adorei sua iniciativa, seu espaço também é maravilhoso.
Bjsss
Mila Lopes

Lari disse...

Obrigada pela visita!
Adorei a iniciativa e vou participar da promoção.
Só que aqui não tá aparecendo a ferramente para te seguir ://///

Beeeijos

Caçadora de Livros disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Caçadora de Livros disse...

O Lay ficou ótimo!
Clean total =D
Bem melhor ^^
Boa sorte na votação!
bjs

Eneida Freire disse...

É bom a gente sempre pensar que somos pequenos e que ainda temos muito a evoluir!
Obrigada pelo carinho!!!
Beijo de luz!
http://tengacreencia.blogspot.com
http://tengasonrisa.blogspot.com

claudete disse...

É a constância da vida e o mundo visto pelos olhos inocentes de uma criança. Muito bem colocada a pureza das intenções. Prezado , estou ajudando a divulgar o livro destaque da semana em nosso Blog, do Escritor Junior Menezes, adoro ler e prestigiar novos autores já me realiza . Gostei do seu conto.

elvira carvalho disse...

Gostei muito do conto. A curiosidade do menino e a ternura latente entre as duas personagens foi muito bem trabalhada.
Um abraço

Ruby disse...

E as crianças sempre com preguntas simples, porém difíceis de se responder.

Paulo Cesar PC disse...

O conto é excelente! Parabéns Denis Lenzi. É um autor que preza pela boa doutrina da escrita. Um grande abraço.

Evanir disse...

Bom Dia Amiga Querida..
Deus abençoe seu dia e o meu ,
que nosso final de semana seja de muita paz.
Bjs no coração.
Evanir

Phann disse...

Que saudades daqui, HUSDHUAHUDA *-*

Ordem do Saber disse...

Nossa, que texto bom!!!

Parabéns.

Um bom sábado.

Vitrine de Promoções disse...

Parabéns ao Denis por um texto cheio de emoção e muita imaginação! Fiquei curiosa para saber o que vai acontecer ao menino Nizy no Planeta anão-marrom.

Oba que legal essa promoção das capas!!
Vamos participar e divulgar!


Bbeijos
Irene Moreira

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